Aprendiz recebe décimo terceiro? Entenda esse direito garantido por lei

O que diz a legislação sobre o décimo terceiro do aprendiz

O décimo terceiro salário é um direito assegurado por lei, especialmente para os contratos de aprendizagem que se subjugam à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Portanto, a questão de se o aprendiz recebe décimo terceiro é respondida afirmativamente. Esse pagamento é garantido, pois o jovem aprendiz é considerado um empregado formal e, como tal, tem direito a todos os direitos e benefícios garantidos pela legislação trabalhista.

Diferentemente dos estagiários, que não possuem um vínculo empregatício e, consequentemente, não têm direito ao décimo terceiro, os jovens aprendizes têm suas obrigações e direitos garantidos em contrato registrado. A legislação protege o aprendiz, assegurando inclusive a gratificação de final de ano.

Cálculo do décimo terceiro salário para aprendizes

O cálculo do décimo terceiro salário para aprendizes é feito de forma proporcional ao tempo de trabalho efetivo durante o ano. Para cada mês completo de trabalho, o aprendiz tem direito a um doze avos do seu salário mensal. Assim, se o aprendiz trabalha o ano todo, terá direito ao valor integral de um salário, enquanto aqueles que trabalharam apenas parte do ano receberão proporcionalmente ao tempo de serviço.

O pagamento do décimo terceiro ocorre em duas parcelas, seguindo o mesmo calendário que se aplica aos demais trabalhadores regidos pela CLT. A primeira parcela é devida até o dia 30 de novembro e a segunda até o dia 20 de dezembro. Mesmo que o contrato de aprendizagem seja encerrado antes do término do ano, o aprendiz ainda assim deverá receber o décimo terceiro proporcional, junto com as demais verbas rescisórias.

Direitos adicionais do jovem aprendiz

Além do décimo terceiro, a legislação prevê um conjunto de direitos trabalhistas para o jovem aprendiz. Entre os principais direitos estão a assinatura da carteira de trabalho, o recebimento de pelo menos o salário mínimo-hora, uma jornada de trabalho reduzida e o direito a férias remuneradas.

O aprendiz deve ter sua jornada de trabalho limitada a seis horas diárias, podendo chegar a oito horas se as atividades teóricas do programa de aprendizagem forem consideradas. O direito a férias de trinta dias, preferencialmente coincidente com o período escolar, também é garantido, assim como a inclusão no regime do FGTS, com uma alíquota reduzida.

Esses direitos garantem que o jovem aprendiz tenha uma experiência de trabalho formal e protetiva, assegurando não apenas o aprendizado de competências profissionais, mas também uma relação de trabalho digna e respeitosa.